Sempre tenho cuidado em fazer afirmações peremptórias dizendo que a partida tal é decisiva, derradeira, “a última carroça”, como diz aquele cronista baixinho que, graças ao Silas, acabei de descobrir que é torcedor do Figueira.
O cuidado vem do fato que às vezes a gente se precipita, diz que “se não vencer essa, acabou” e não acabou. Joga o astral da torcida para baixo quando ainda não é hora de desistir. Depois da derrota para a Ponte, por exemplo, parecia que tudo tinha por água abaixo e na rodada seguinte, com a vitória em Brasília e a derrota do Atlético para o Duque de Caxias, as chances de acesso voltaram.
Feita essa longa volta, é claro que faltando quatro rodadas para terminar, o momento verdadeiramente decisivo chega. A partida desta noite contra o América é, inegavelmente, a mais decisiva do campeonato até agora para o Figueira.
Vencer é primordial para, na melhor – e mais sonhada – das hipóteses, entrar no G4, e, na pior, não deixar o Atlético desgarrar outra vez e/ou a Lusa passar na frente.
Outro resultado que não a vitória só não será terrível se os outros concorrentes também tropeçarem. Ficará o lamento por não ter aproveitado outra vez a chance de entrar no G4, mas, por outro lado, restará o alívio de continuar com chances.
O confronto com o América, em Natal, promete ser pedreira. O time potiguar precisa desesperadamente da vitória para continuar fora da zona de rebaixamento e vem motivado pela vitória por 2 a 0 sobre o Vila Nova no sábado à noite no Machadão.
O Figueirense precisa então estar preparado para suportar muita pressão dentro e fora de campo e buscar se impor na partida como já fez em outros jogos fora de casa.
Tudo indica que Lucas volta à equipe, Schwenck entra na vaga de Rafael Coelho e Diego Paulista assume o posto de Paulinho. Não muda a estrutura da equipe. O jeito de jogar continua o mesmo e o time continua superior tecnicamente ao adversário.
Assim é torcer para o Figueira estar num bom dia, para Fernandes estar outra vez iluminado, para que tudo dê certo. Como diz o velho Gessinger, “não vim até aqui pra desistir agora”.
Pra cima, Figueira!
Deus te ouça.
Cara estou nervoso deste quando terminou o Jogo com o Campinense, cosa de doido, jogo dificil e se tornara facil se abrir o placar cedo.
Esplêndido e lúcido comentário – como sempre -, meu caro Ney. Com personalidade – a timidez não faz parte do nosso currículo de Clube DE Série A -, consciência de que somos melhores, garra, obstinação e volúpia pela vitória, encaminharemos, hoje, nosso regresso à nata do futebol brasileiro. Pressão? Jogador que a ela sucumbe não tem espaço no Figueirense querido – não sabe o que é ganhar(várias vezes) do Grêmio e do Inter em Porto Alegre, por exemplo.
Voltaremos!
Todos temos conciência da importancia do jogo. Daqui para frente quem errar está fora. Força Figueira!!
Cara, você manda muito bem. Time grande conquista grandes vitórias e nas horas em que mais precisa delas, caso de hoje. Tô confiante na vitória e que os Deuses do Futebol estão conspirando a nosso favor. Já estivemos mais longe. É sempre um prazer para mim ler tuas cronicas.
Abraço.
VENCER VENCER VENCER..
que loucura, to nervoso desde que acordei.
botei a camisa do figueira e fui pra universidade fazer uma prova. “male male” consegui me concentrar pra faze-la.
vi muitas camisas do Figueira hoje, pessoal ta confiante, coisa linda.
bem que o jogo podia ser mais cedo pra acabar logo com esse nervosismo.
que dia tenso..
vamos figueira!