O reencontro

Se fizermos dois gráficos, um com o desempenho do Figueira na série B, outro com a presença do torcedor no Orlando Scarpelli, veremos que eles serão antagônicos. O gráfico do desempenho é ascendente, o da presença de público é, paradoxalmente, descendente. Esta terça-feira é o momento do reencontro, do fim do antagonismo, da torcida dar o crédito que o time está fazendo por merecer.

No gráfico da campanha, depois de um ótimo começo, com duas vitórias nas duas primeiras rodadas, o Figueira caiu de rendimento e chegou a ocupar a 14ª posição na sexta rodada, fim de um ciclo de quatro partidas sem ganhar. Depois disso, o time voltou a crescer até entrar no G4 ao vencer a Ponte Preta no último sábado. São sete jogos, cinco vitórias, uma derrota e um empate. 16 pontos ganhos em 21 possíveis.

Enquanto isso a presença da torcida no Scarpelli ficou devendo. Depois de começar o campeonato com a terceira média de público, perdendo apenas para Vasco e Ceará – este aditivado pelos 27 mil pagantes da partida contra o time da Cruz de Malta no Castelão, melhor público desta segunda divisão até agora –, a média do Figueira caiu para a sétima melhor da série B, com 6.265.

Podemos encontrar dezenas de justificativas para esta queda, econômicas, culturais, sociológicas, meteorológicas. Só que a esta altura do campeonato todas se esgotaram. Não tem tempo feio, não tem fim de mês, não tem horário ruim. É noite para casa cheia. É noite para apoiar o time nesta terça-feira contra o Brasiliense. É noite de estar no Scarpelli.

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

9 thoughts on “O reencontro

  1. concordo com tudo

    so uma ressalva: o publico decaiu por consequencia dos tempos ruins.. mas ainda assim nao é desculpa.. daqui a pouco assumimos media de publico de avai/juventude

    ai o bixo pega.. o ultimo campeonato brasileiro com media inferior a 7500 pessoas por jogo foi o de 1999, e é inadmissivel que nao superemos, ao menos, as series B de 2000 e 2001

    avante figueirense

  2. Faça um gráfico em relação à chuva e ao frio. Além disso, os primeiros jogos foram aos sábados. Depois do confronto contra o vasco, todos foram durante a semana.
    São fatores que, querendo ou não, influenciam mais do que o bom momento do time.
    Hoje, por exemplo, tenho, aula, prova, e vou perder o primeiro jogo em casa nessa série B.

  3. Concordo também, mas é duro ir para o estádio com chuva e frio. Contudo já que estamos arrancando, este apoio é necessário.

    Vamo, vamo Figueira!

  4. Vamos com tudo ao scarpelli, fazer dele um caldeirao, e é isso q os jogadores e comissao tecnica pedem e é isso q iremos fazer, nao podemos deixar o time nao mao neste momento, por isso iremos lotar o scarpelao e rumo ao 2 lugar do campeonato.

    Figueira eu amo vc, figueira razao de viver, eu me entrego a minha vida a vc….

  5. As condições meteorológicas influenciam, sim. Basta ver os líderes de público para se perceber isso: Ceará, Goiãnia, Rio de Janeiro, Salvador. São cidades privilegiadas nesta época do ano para a prática do futebol, sem falar que a população é maior. Outro fator que pesa é o novo patamar imposto pelos grandes clubes. Ingessos mais caros, mais jogos, deslocamentos em dia de chuvas. A consequência natural é que o torcedor terá que se enquadrar à nova filosofia. Os que não se enquadram são naturalmente expelidos. E tem mais. A torcida identifica a direção do vento, mede a força das marés e , quando se trata de um time ruim (ano passado, por exemplo), não contraria a natureza.
    Simples? Complicadíssimo. Mas,o bom é sempre difícil, o ótimo quase impossível e o excelente é o motor da torcida na busca da construção de um Figueirense cada vez melhor.

  6. Só sei de uma coisa, com chuva, vento, tempestade, neve, granito e tudo o mais, “TODOS OS CAMINHOS LEVAM AO SCARPELÃO”
    tenho tido!!!!!
    GGS

  7. pelo que eu entendi do post, foi dito que as condições meteorológicas realmente prejudicaram os públicos dos jogos, e isso é fato.
    o negócio é que agora o bicho vai começar a pegar e tá na hora de parar de dar desculpa e encher o estádio.

    ano passado o público contra o Náutico no antepenúltimo jogo do campeonato foi ridículo, parecia que todos haviam desistido. só deu gente mesmo no ultimo jogo contra o internacional. não vamos deixar pra ultima hora de novo, por favor.

    quebra tudo figueira

    • É isso, Fernando. Há sempre justificativas para não se ir para o estádio e geralmente elas são plausíveis. Tirando aquelas das quais a gente não pode fugir, trabalho, aula, doença, as outras são superáveis. Mas não sou nenhum radical insano nessa questão. Diante das circunstâncias (chuva, frio e horário), o público desta terça foi razoável.

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