Você pode não gostar das opiniões de Mário Sérgio, de sua concepção de futebol, do jeito que ele arma o time ou das suas escolhas na hora de escalar o onze titular. É inegável, no entanto, que o polêmico técnico imprime sua marca à equipe e lhe dá um padrão de jogo.
O time hoje continua com limitações e deficiências, mas não é mais aquele amontoado perdido em campo, debilitado emocionalmente, quase à beira da depressão, dos tempos de PC Gusmão.
Hoje, por exemplo, um erro na marcação pelo lado direito da defesa no começo do jogo foi logo corrigido por Mário Sérgio. Diogo avançava demais para bater com o ala adversário, César Prates, e deixa suas costas livres para a passagem de Marques, que ficava o tempo todo no mano-a-mano com o zagueiro Alex, sem cobertura, sem dobra na marcação. O técnico logo corrigiu isso e Marques parou de ter toda aquela moleza.
O posicionamento defensivo também melhorou. Até Asprilla parou de dar suas pixotadas. Aliás, outro ponto para Mário Sérgio. Ele consegue fazer com que Asprilla e Diogo joguem melhor. Alex também deu mais segurança e consistência à defesa. É um zagueiro mais seguro e mais técnico que seus companheiros.
A deficiência técnica, no entanto, leva mais tempo para ser consertada ou, ao menos, minimizada. O time poderia ter vencido o Atlético se não errasse tantos passes no meio-campo. A necessidade de impor rapidez na saída de bola eleva a possibilidade de erro, mas mesmo assim o time errou muitos passes bobos e fáceis.
São as tarefas da semana na preparação para enfrentar o Vasco: continuar fazendo o ajuste fino na melhoria do posicionamento defensivo e aprimorar as situações de contra-ataque.