Oito jogos do ano

No boxe, brincam que a cada ano há pelo menos 10 lutas do século. No futebol, volta e meia a expressão “jogo do ano” aparece para designar uma partida especialmente importante.

Pois o Figueirense tem uma sequencia de oito jogos do ano desta terça-feira até o final da série B. Agora, que entrou no G4, o Furacão Alvinegro depende só de si e vai ter que saber lidar com a pressão de deixar de ser o caçador e virar a caça.

Serão quatro jogos em casa e quatro fora. O primeiro deles nesta terça-feira, em Goiânia, contra o Vila Nova.

Nesta partida, o Figueira vai ter que impor sua melhor qualidade técnica buscando exemplo no que fez contra o Vasco da Gama. Tem que ter cuidados defensivos sim, mas tem que procurar jogar, manter as linhas próximas, botar a bola no chão e trabalhá-la com consciência e tranquilidade.

Por outro lado, o exemplo negativo é o jogo contra o Fortaleza. O gramado do Serra Dourada é bem melhor do que o do Castelão, mas as dimensões do campo são ainda maiores do que as do estádio cearense.

Assim, o Figueira não pode jogar com aquela distância toda entre defesa, meio-campo e ataque e tentar progredir só carregando a bola. Tem que saber ocupar os espaços e evoluir de forma organizada.

Se jogar o que sabe, com o mesmo empenho e dedicação dos últimos jogos em casa e das vitórias sobre o Paraná e o Vasco, o Figueira traz a vitória de Goiânia e continua no G4 ao final da rodada.

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

6 thoughts on “Oito jogos do ano

  1. Ney, tenho uma preocupação somente, em um ítem que vc citou: as dimensões do campo, pq, no Castelão os jogadores estavam desarrumados, com erros de posicionamento, principalmente na defesa.
    Tomara que isso não se repita.

  2. Endosso – “in totum”, caro Ney. Acrescento, apenas, que, à diferença do que ocorreu em Fortaleza – entramos a 10 km/h, como que anestesiados -, temos de começar a 300 km/h, marcando o Vila na saída de bola e não o deixando respirar. No mais, é bola no chão – com paciência -, de pé em pé, imposição e personalidade.
    Voltaremos!

  3. Jogo dificilimo e complicado, mais com tranquilidade um empate é lucro, tem mais 7 jogos, se vencermos então é festa.

  4. Degrau a degrau, jogo a jogo, assim que tem que ser. Esperamos que pelo menos a gente arranque um empate lá em Goiânia.

  5. É isso ai rapaziada, reta final de brasileirinho, chegamos ao G4, agora não dá pra vacilar, é jogar pra fazer o resultado e se possível jogar bem, impor desde o início do jogo a personalidade de uma instituição predestinada a vitórias e conquistas. Tô com o Limongi. Voltaremos!

  6. É muita decisão pra um time só. Mas pelo menos agora dependemos mais de nós mesmos que do restante. Futebol continua e sempre será uma caixinha de surpresas. Vamos ter que ter sangue forte até o final desta série B.

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