Onde o Figueira gosta de jogar

Tirando o Scarpelli, Curitiba deve ser o lugar onde o Figueira obtem seus melhores resultados. Claro que estou excluindo a Ressacada,o salão de festas alvinegro, desta conta, porque, além de ficar na mesma cidade, o costume de ganhar dos avaianos já começa na juventude.

Em Curitiba, o Figueira venceu o Coritiba, Atlético-PR e Paraná Clube, sem preferência. Já obteve grandes resultados desde a primeira vez que esteve lá por uma competição nacional.

A pesquisa foi rápida, mas deve estar correta. A estréia do Figueirense em Curitiba por campeonatos nacionais ocorreu em 1975. No dia 8 de outubro daquele ano, o Figueira foi ao Couto Pereira (denominado então Belfort Duarte) e derrotou o Coxa por 2 a 1, gols do ponta esquerda Volmir e do volante Sérgio Lopes, vulgo Fita Métrica.

Depois de um bom período sem confrontos diretos, o Figueira voltou a Curitiba para enfrentar o recém criado Paraná Clube, fruto da junção de Colorado e Pinheiros, pela segunda divisão nacional de 1991. No dia 6 de fevereiro, nova vitória alvinegra, desta vez por 1 a 0.

A partir daí, o Figueira viveu mais um período de seca, quando peregrinou pela terceira divisão e em vez de enfrentar os grandes da capital paranaense pegava os pequenos do interior, como União Bandeirante, Rio Branco de Paranaguá e Batel de Guarapuava.

Mesmo assim, Curitiba estava no caminho do Figueira. Com a perda do mando de campo por três jogos, consequência das confusões no jogo contra a Francana, pela série C de 1996, o Furacão Alvinegro teve que mandar o primeiro jogo da semifinal da competição no segundo estádio do Paraná Clube, o Erton Coelho de Queiroz. A história já foi lembrada pelo Rafael Petry, do Máquina Alvinegra, e até merece um comentário mais detalhado em outro post. No dia 17 de novembro, seguido por centenas de alvinegros que saíram em caravana de Floripa, o Figueira derrotou o Botafogo, de Ribeirão Preto, por 2 a 0.

O hiato sem confonto com os grandes de Curitiba por campeonatos brasileiros acabou no início dos anos 2000. Em 2002, mais um confronto para ficar na história. Desta vez contra o Coxa.

Depois de ser condenado ao rebaixamento logo no início de seu retorno à série A depois de 23 anos de ausência, o Figueira iniciou uma grande recuperação sob o comando de Muricy Ramalho. Só que, uma sequência de quatro derrotas consecutivas (Juventude, São Caetano, Paysandu e Grêmio) fez a ameaça de queda ressurgir.

Na penúltima rodada da primeira fase, o Figueira foi ao Couto Pereira numa quarta-feira, para pegar um Coritiba motivado, que lutava por uma vaga entre os oito classificados para a segunda fase. Com menos de 30 segundos, no entanto, o Furacão Alvinegro abriu o placar. A equipe deu a saída, lançou o meia William pela direita e este deu um cruzamento primoroso para Thiago Gentil empurrar para o fundo das redes. Ainda no primeiro tempo, o meia Lúcio Flávio empatou, mas no segundo tempo, o Figueirense conquistou a vitória. Depois de uma cobrança de escanteio, o zagueiro Carlinhos marcou o segundo gol, num lance que é equivocadamente creditado a Thiago Gentil. Vitória histórica e permanência na primeira divisão assegurada com uma rodada de antecedência.

O Atlético Paranaense é o maior freguês alvinegro no estado vizinho. Em 2007, quebrou o tabu de nunca vencer o Figueira por competições nacionais. O curioso é que a escrita foi quebrada no Scarpelli, mas em Curitiba, o Atlético continua sem saber o que é vencer o Furacão Alvinegro.

Pelo campeonato brasileiro da série A, o Figueira conquistou grandes vitórias contra o rubronegro em Curitiba. Como os 2 a 1 em 20 de agosto de 2003, com gols de Luciano Sorriso e Felipe Oliveira, num jogo que o Figueira disputou com um atleta a menos por mais de 40 minutos por causa da expulsão do lateral direito Pedro.

No ano seguinte, nova vitória. Em 25 de abril de 2003, o Figueira foi à Arena da Baixada e passou o trator em cima do Atlético-PR. 3 a 0 com gols de Fernandes, Sérgio Manoel e Márcio Martins.

Outra grande vitória sobre o Atlético-PR ocorreu em 26 de novembro de 2006. O jogo foi no mesmo estádio da partida deste sábado, o Durival de Brito, já que o adversário cumpria punição e teve que jogar de portões fechados. No campo, mais uma aula alvinegra, 4 a 1 com gols do Chicão, Schwenck, Tucho e Fernandes.

Mais uma boa lembrança: a última vez que o Figueira enfrentou o Paraná Clube em Curitiba também foi marcada pela vitória. 2 a 1 em 12 de julho de 2007, pela série A, com gols de Henrique e Felipe Santana.

É mais um bom motivo para ir a Curitiba. Além de Floripa, não há outro lugar onde o Figueira costume se dar melhor. Vencer com uma grande presença da torcida alvinegra terá um gosto ainda mais especial.

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This entry was posted in Figueirense, Jogos, Série B 2009 by Ney Pacheco. Bookmark the permalink.

About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

3 thoughts on “Onde o Figueira gosta de jogar

  1. “… Claro que estou excluindo a Ressacada,o salão de festas alvinegro, desta conta, porque, além de ficar na mesma cidade, o costume de ganhar dos avaianos já começa na juventude.”

    Certmamente, a melhor do dia . ADOREI…!

  2. 2004 foi sensacional. tricampeão estadual e lider do brasileirao…
    eu tava nesse jogo

    e virão muitas vitórias…

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