Pitacos avulsos e esparsos

  • André Santos e Christian se apresentam na Turquia

    André Santos e Christian se apresentam na Turquia

    É difícil entender por que um time como o Guarani faz campanha tão boa. Douglas no gol, Marcio Alemão na zaga, Rodriguinho no meio-campo, Ricardo Xavier no ataque. Time formado na correria. Um verdadeiro catadão. Não boto fé.

  • Coincidência ou não, perdeu a primeira, em casa, e nesta sexta fez uma partida muito ruim contra o ABC. Foi beneficiado pela arbitragem, que não marcou um pênalti para o time potiguar no início da partida e depois exagerou na expulsão de um jogador do ABC. Na sequência da cobrança da falta, o Guarani abriu o placar num gol daqueles achados. No segundo tempo, o juizão equilibrou as coisas expulsando um atleta do Bugre e o time da casa chegou ao empate. Se tivesse um ataque melhor e se seus laterais soubessem cruzar, o ABC venceria a partida com sobras. Aliás, foi impressionante a facilidade com que os jogadores potiguares chegavam à linha de fundo. Com o resultado, o Guarani completa três jogos sem vitória.
  • Falando em arbitragem, como se distribui cartão exageradamente na série B. A maioria dos árbitros, insegura e incompetente, já começa mostrando cartão por qualquer coisa para ver se consegue manter o jogo sob controle. Geralmente não funciona. Ou estragam o jogo com expulsões injustificadas ou pipocam e deixam o pau cantar para não ter que mandar ninguém para a rua.
  • O zagueiro-poste Claudio Luís, com passagens por Figueira e Criciúma, largou o Brasiliense e se mandou para o Náutico. Esse, pelo menos, não vai incomodar o Figueira nas bolas paradas na partida de terça-feira, no Scarpelli. Uma zaga com Gladstone, Claudião e Asprilla é série B na certa.
  • Reza a lenda que um técnico recém demitido na série A trocava socos com um atacante antes das partidas quando comandou um time de Florianópolis. Pelo jeito, ainda não abandonou a pancadaria, verbal ou física, para deixar seus jogadores “ligados”.
  • André Santos já foi, Christian já foi, Nilmar está indo, Douglas pode ir, Felipe também, Fred talvez vá. Rafael Coelho continua por aqui.
This entry was posted in Figueirense, Série B 2009 by Ney Pacheco. Bookmark the permalink.

About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

15 thoughts on “Pitacos avulsos e esparsos

  1. Todo clube tem direito de negociar seus jogadores para fazer caixa e minimizar as despesas. Só que os grandes primeiro ganham alguma coisa e depois vendem seus atletas com um mínimo de projeção. Espero que o Figueirense negocie o Rafael Coelho somente após o acesso à série A estar garantido. Já chega de fazer dinheiro às custas de alguma conquista. Primeiro, conseguir algum objetivo. Depois, vender se necessário.

  2. Airton, o que o Inter ganhou com o Nilmar? Sul-Americana? É torneio de consolação. O marketing colorado valorizou a conquista mas qualquer torcedor/dirigente trocava o título por uma vaguinha na Libertadores nesse ano, ano do centenário. O gaúchão não conta. Não precisa de Nilmar para ganhá-lo. A grande ambição do Corinthians e sua torcida é a Libertadores. Ainda mais em 2010, também ano do centenário. Tendo que repor as perdas de André Santos e Christian, essa conquista fica mais longe, não?
    Também espero que Rafael Coelho permaneça. Só penso que a liquidação no futebol brasileiro é generalizada, mas só a direção do Figueira é mercenária.
    Abs.

    Ney

    • “Também espero que Rafael Coelho permaneça. Só penso que a liquidação no futebol brasileiro é generalizada, mas só a direção do Figueira é mercenária.”

      Ney, se te conheço, tem algo errado nesta frase… Ou então ela tá com duplo sentido. Tua fina ironia pode não ter ficado bem clara…
      abraço

  3. Ney, não discordo de você. E estou tranquilo quanto a essa questão porque nunca mencionei ser a diretoria do Figueirense mercenária. Eu não gostaria de ser dirigente de futebol e muito menos de perder dinheiro. Mas acho que depois de um rebaixamento que colocou por terra um suposto planejamento já formatado, o mínimo que se espera do Figueirense é, no momento, o acesso à série A. E no ano que vem um time mais competitivo para o Catarinense. Fazer vergonha em nível doméstico é muito constrangedor. O torcedor precisa ter de volta sua alegria em torcer para um clube que pense primeiro em conquistas e depois em fazer negócios em virtude delas. Um abraço e parabéns pela nova cara – dinâmica – do blog.

    • Opa… pelo menos neste blog se percebe o consenso iminente da necessidade de negociar jogadores para manter a estrutura e remunerar o capital dos investidores. Afinal, penso que eles devam ter seu capital investido remunerado para que aqui permaneçam.

      Penso que nos últimos 10 anos, negócios e conquistas tiveram lado a lado no pensamento de diretoria e torcedores. Numa o nosso Figueira conquistou tantos títulos catarinenses e chegou tão perto de uma conquista nacional, além de boas campanhas no brasileiro.

      O que houve ano passado foi um infortúnio. Paciência. Diretoria errou? Acho que sim. Mas quem não erra?

      E acho ainda que mais da metade da torcida não está fazendo sua parte. 15 mil alvinegros não estão dando seu apoio neste duro retorno a série A. Torcedor é só para os momentos de calmaria??

      O assunto é bom. Acho que vale a pena um fórum permanente.

      Abraços.

  4. Oh Ney, tu apara né! Querer comparar a capacidade de reposição de Inter e Corinthians com a do Figueirense é complicado!

  5. E essa vitoriazinha de “meio” a zero heim! Gol com lançamento do Vinicius Pacheco e tudo! Dais um banho! És um bruxo! Mas é muito erro e passe, não é verdade?

  6. O apara da outra paricipação é entre aspas. “Apara”, do manezês, que quer dizer para com isso. Falou?

  7. ACABOU A DESCULPA DO TORCEDOR DO FIGUEIRENSE PRA NÃO IR AO CAMPO,

    Terça-feira, menos de 10 mil pessoas é INADMISSIVEL, se querem ser tratados como time grande, AJAM COMO TAL…

    VAMO NAÇÃO ALVINEGRA, MOSTRA TUA FORÇA, LOTE O SCARPELLI! ! !

  8. Esse tema é interessante. Essa política de fechar as contas com venda de jogadores que se disseminou no futebol brasileiro vale um debate mais apurado. Os clubes deveriam desenvolver uma visão mais “sistêmica” do negócio e encontrar meios de fortalecer outras receitas ou encontrar novas receitas. Vale um post em outra ocasião. Voltaremos ao assunto.

    • Será muito interessante, Ney.

      Como o Barcelona se dá ao luxo de ter um timaço e ainda pagar “patrocínio” a Unicef?

      Como o Real Madrid se dá ao luxo de contratar dois dos melhores jogadores do mundo de uma vez só? Qual a estratégia? Venda de camisas, direitos de imagem, bilheteria, agregar valor para cobrar mais patrocínios?

      E nos outros esportes, como é?

      Abs.

  9. o primeiro passo para o futebol brasileiro se desenvolver é nivelar a distribuição de cotas de tv, o que ocorre em todo o globo civilizado

    antes disso, qualquer conversa sobre sustentabilidade do futbeol brasileiro é furada e/ou piada de mal gosto

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