Pressão, toque de bola e paciência

O Bahia, adversário do Figueira no sábado, tenta evitar a descida na banguela ladeira abaixo até a terceira divisão. Demitiu o diretor de futebol, Paulo Carneiro, ex-presidente do rival Vitória, mandou embora o técnico Sérgio Guedes e trouxe Paulo Bonamigo para o lugar.

No mês de setembro, o Tricolor de Aço ganhou um mísero ponto em 18 disputados. Em outubro, vai ter que jogar quatro jogos fora de casa e somente dois em Pituaçu. Para parar de perder, o técnico Paulo Bonamigo já trabalha para botar um cadeado na frente de sua área. Treinou o time num 3-6-1.

Na quinta-feira, dia 1º, Bonamigo, contando com algumas ausências por lesão e suspensão, escalou a equipe no coletivo com Marcelo; Nen, Marcone e Vinícius; Marcos, Leandro, Léo Medeiros, Hélton Luiz, Odair e Rubens Cardoso; Jael.

Desses aí, Leandro, ex-Makelele, é aquele volante que passou pelo Figueira, Odair era do Avaí e Jael do Criciúma. O volante Elton, queridinho do Gallo, está relacionado. O zagueiro Vinícius não é aquele, mas sim um veterano que já jogou no Internacional-RS e no Atlético-MG.

O confronto promete, portanto, ser o jogo típico de série B. O time da casa tomando iniciativa e o adversário num ferrolho medonho esperando o erro para dar uma beliscada.

Nestes casos, o melhor remédio é sempre fazer o gol o mais rápido possível. Se não der, nada de desespero. O melhor que o Figueira mostrou nos últimos jogos foi a iniciativa de jogar com a bola no chão. Fora de casa, é possível explorar os espaços dados pelo adversário, que tem que ir para cima, como ocorreu no Rio e em Curitiba.

Em casa, a iniciativa tem que ser do Figueira. Jogar com a bola no chão, no entanto, continua sendo o melhor jeito de furar retranca. Tem que haver movimentação, deslocamento, aproximação, fazer a bola rodar de um lado para o outro, inverter o jogo para encontrar espaços na marcação do oponente.

Outro fato positivo que vi na postura do Figueira contra o Vasco e gostaria de ver repetido no sábado é a disposição em pressionar a saída de bola do adversário. A iniciativa contribuiu para que o Furacão Alvinegro tivesse muito mais posse de bola.

Para jogar contra time fechado, é preciso contar também com o apoio da torcida, que tem que ter paciência. Torcedor quer gol em três toques. Geralmente não funciona assim. É trabalhar a pelota, deixar Fernandes jogar, torcer e apoiar.

naopodeparar[2]

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About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

9 thoughts on “Pressão, toque de bola e paciência

  1. É isso ai Ney, a torcida tem que ter muita tranquilidade nesta hora, não será o fato do Bahia estar mal no campeonato que fará com que ganhemos o jogo com facilidade. Penso que a torcida deva passar uma possivel ansiedade vaiando o Bahia quando os mesmos estiverem com a bola no pé, como ocorreu com o Atlético-GO. Dessa forma, com certeza, passaremos muito mais confiança aos nossos jogadores e intranquilidade para os adversários. Vamos que vamos, que tudo Figueira.Relembrando uma velha musica que cantávamos: “…o Scarpelli lotado, botando gente ladrão….”

    Abs

  2. acho que vai ser um jogo muito dificil e a torcida tem que passar tranquilidade ao time com o apoio incondicional.
    espero que a galera não vá ao estadio esperando um massacre do Figueira.

    as coisas nunca foram faceis pra gente, espero que todos ja tenham consciencia disso.

    e esse tempo que nao passa… to contando as horas pra ir pro scarpelli.

    vamos figueira

  3. O espírito agora deve ser o de 2001, quando, pela fórmula da disputa, cada jogo era uma decisão. Pressão e vaia no adversário e incentivo do começo ao fim para o Figueira ganhar mais uma. E torcer contra o Ceará lá em Fortaleza. Talvez fora daqui o Roberto Fernandes faça mais pelo Figueirense em um jogo do que todo o tempo que passou no alvinegro sem nunca ter encontrado um time.

  4. http://avaicai.blogspot.com/

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    agradeço desde já,
    Equipe avaicai

  5. Vai ser difícil esse jogo. Mas a torcida apoiando as coisas ficarão mais facilitadas. UNIÃO JÁ, APOIO SEMPRE.

  6. A torcida vai ajudar o figuera a furar essa retranca braba! Bahia com a bola, vaias a todo o vapor! Cada recuperada de bola do figuera tem que ser comemorada como gol! Figuera com a bola incentivo incondicional sempre!
    Duvido que não furamos essa retranca!
    ABRAÇO A TODOS ALVINEGROS!

  7. Vai ser uns dos jpogos mais dificil que o Figueira terá, tera que ter paciencia geral no estadio desde Tordedores, Corneteiros, Jogadores e etc…., uma bo pedida é os torcedores não levarem radio ao Scarpelli, para não ser influenciado pela midia.

  8. Pela revolução que vem acontecendo no time deles, esse jogo vai ser mesmo “casca muito grossa”. Se jogarmos só a metade do que jogamos no primeiro tempo contra o vasco e sempre com garra e amor a camisa, dá certo. Mas será mesmo um jogo de muita paciencia. Um pontinho pra eles aqui será a glória. E, rssss… pode ter aquela coisa da mala preta dos nossos adversários, pagando por esse empate, ou mais ainda por uma vitória.

  9. Paciência torcedores, venham com o mesmo espírito dos guerreiros que foram naquele jogo contra o Atlético-GO, intimidando o adversário e apoiando incondicionalmente o time, sem pressa, deixando o time fazer o seu jogo, com muita paciência !

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