Escuto e leio muitos comentários nos meios de comunicação a respeito das projeções para escapar do rebaixamento ou para subir para a série A. 45 pontos para a primeira, 62 para a segunda. Só que projeções são só projeções, não passam disso.
É possível traçar uma tendência e fazer uma estimativa, baseando-se no desempenho dos clubes na competição (tem sites especializados nisso criados por matemáticos) e no histórico de disputas passadas. Só que estes cálculos precisam ser ajustados jogo a jogo, rodada a rodada, e dependem muito do desempenho dos adversários.
Só tem um jeito de ser campeão sem depender de ninguém: vencer todos os seus jogos. Só tem um jeito de ser rebaixado sem depender: perder todos os seus jogos. É óbvio, mas precisa ser lembrado. Como os dois fatos são muitíssimo improváveis, as projeções sempre envolvem o desempenho dos adversários além de seu próprio.
A campanha do Figueira em 2005 é um bom exemplo. Até a chegada de Adílson Batista como técnico do Furacão Alvinegro, o time havia feito 10 partidas em casa, com duas vitórias, três derrotas e cinco empates. Um pífio aproveitamento de 36% – 11 pontos ganhos em 30 possíveis. O campeonato tinha 22 participantes, ou seja, 21 jogos em cada turno e Adilson estreou na última rodada do 1º turno, na derrota para o Santos por 4 a 3 na Vila Belmiro.
São previsões, apenas. Mas que devem ser levadas a sério. Revelam tendências que na maioria das vezes se confirmam.