Prova de real grandeza

O que acontece nos clássicos entre Avaí e Figueirense é muito simples de explicar.

Se o Figueirense está bem, vence, e bem. Se está mal, vence, às vezes bem. Se está muito mal, empata. Ou melhor, para ser justo, o Avaí consegue arrancar o empate. É simples assim.

Não é opinião. É fato. Dos últimos 26 clássicos, de 2001 para cá – para ficar só nesse século –, o Avaí ganhou três. O Figueira venceu 13 e ocorreram 10 empates.

Então essa conversa de que clássico não tem favorito, que quem está pior vence, que tudo pode acontecer, é papo para boi dormir. Balela pura. A verdade é uma só. Vitória do Avaí em Clássico é zebra. Acontece de vez em quando.

Os dois clássicos deste ano comprovam cabalmente esse fato. Nos últimos tempos, nunca o Figueira esteve tão mal e nunca o Avaí esteve tão bem. O Furacão Alvinegro estava com a moral lá embaixo, com um time despedaçado, limitado, desfalcado, cheio de problemas. Nos dois jogos foi superior por largos períodos, saiu na frente e foi o Avaí que teve que correr atrás do empate.

A cada clássico o Figueira prova sua real grandeza. A torcida se inflama. O time se agiganta. Vai buscar forças lá no fundo da alma e mostra a força da camisa que veste. Do outro lado, eles se apequenam, se apavoram, amarelam, tremem. Chegam ao ridículo de comemorar empate dentro de casa. Ué, não é o Figueira que tem um time que não serve para a série C? Não são eles que têm um esquadrão digno de série A?

Engraçado que esses números citados acima, estampados nas estatísticas, sequer merecem comentários da imprensa da capital. Deve ser para não melindrar a torcida avaiana. Devem ser os famosos panos quentes que aparecem o tempo todo pelas bandas da Ressacada, mas sempre chegam gelados no Scarpelli.

3 thoughts on “Prova de real grandeza

  1. Pois é Ney, quem sabe, sabe e diz o que é verdadeiro. Parabéns pelo relato. Na mosca. Quanto a imprensa local, que de local ñ tem nada, é apenas manguezal, dá pena. É isso aí mesmo, Figueira é Figueira, o resto… Bem o resto se lambuza como pode. Principalmente os aváinoânus.

  2. Pingback: A força da tradição e da camisa- Ney Pacheco

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