Não deve ser fácil segurar jogador assediado por times que vão disputar a série A, Copa do Brasil e/ou Libertadores. É o caso agora do interesse de Fluminense e Grêmio por Marquinho e Diogo, respectivamente.
Os dois jogadores, muito compreensivelmente, devem estar muito interessados em uma transferência. É mais grana, mais projeção e, talvez, uma transferência posterior ainda mais vantajosa para o exterior.
O problema é que o Figueira não parece fazer muita força para segurar seus principais jogadores. A impressão que passa para a torcida que é só chegar com três mariolas e dois litros de mel coado e levar quem quiser.
O time precisa de grana, precisa negociar jogador. Isso se entende. O problema é que a reposição não é tão tranqüila, tão fácil. Um time do porte do Figueira ou descobre jogadores desconhecidos, mas de bom potencial, ou os revela na base. Só que não é tão simples assim revelá-los ou descobri-los na mesma velocidade com que são negociados. O rebaixamento comprova o fato. Saíram Chicão, André Santos e Felipe Santana em 2008 e não houve quem os substituísse com 20% da qualidade.
Para quem acredita que a diretoria do Figueira sempre teve essa política, é bom saber que nem sempre foi assim. A virada na política ocorreu no fim de 2005. O time foi desmontado e Adilson Batista comandou a reformulação, com jogadores mais jovens e mais baratos. Em 2006, a política funcionou muito bem. Em 2007, funcionou razoavelmente bem. Em 2008, foi um desastre, embora se tenha gastado muito mais do que nos anos anteriores.
Antes disso, jogadores como Cléber, Márcio Goiano, Carlos Alberto, Paulo Sérgio, Edson Bastos e outros foram mantidos de uma temporada para outra, mesmo valorizados por boas campanhas. Isso, obviamente, não saiu de graça. O clube desembolsou para mantê-los.
A partir do final de 2006, o clube não pareceu mais fazer esforço algum para manter seus principais jogadores. A única exceção que me recordo foi a de Chicão, que recebeu proposta do exterior no meio do ano de 2007, e teve seu contrato estendido e renovado. Só que seis meses depois foi negociado com o Corinthians.
Então se Marquinho e Diogo serão negociados, até se entende, embora, pessoalmente, acredito que o clube deveria fazer um esforço maior para manter Marquinho. Este fará muito mais falta que Diogo. Mas é preciso mostrar que os negócios vão trazer algo de positivo para o time. A troca por jogadores de Grêmio e Fluminense poderia ser uma saída. Há bons valores que podem ser muito úteis para o Figueira (Uendel, Somália, Jonas. Faça sua lista). O time perde de um lado, mas ganha de outro, com jogadores que chegam. Desde que, a avaliação dos que pudessem vir fosse muito bem feita. O que não dá para aceitar passivamente é que entre dinheiro, saía jogador e o resultado dentro de campo seja pífio como o de 2008.
MUITO BOM O POST,
Concordo integralmente com vc Ney, a firetoria deveria se esforçar mais para manter os bons jogadores do time…
Perfeito. Essas notícias de saída de bons jogadores (sem nenhuma contratação) somente aumenta a angústia da torcida alvinegra. Espero que a nossa diretoria seja firma na realização de um time compatível com a pretensão da torcida para o ano que vem.
Olha, eu discordo de você… Para que haja interesse em lutar pela permanência de um jogador, deve existir por parte deste vontade de ficar… O Figueirense lutou e conseguiu manter o Wilson no time, graças também a vontade do mesmo em permanecer.
Não sei quanto a vocês, mas eu não vejo no Diogo ou no Marquinho, vontade VERDADEIRA em permanecer no time (o que pra mim é uma pena). São jogadores importantes que farão muita falta, mas se não quiserem ficar, o negócio é esquecê-los e bola pra frente. Ninguém é insubstituível
Um excelente 2009…
Daniel, concordo com você sobre ser difícil manter jogador que quer sair, mas acho que sempre se pode conversar. Fizeram um esforço para manter o Wilson, facilitado, claro, pela vontade dele ficar. Mas com o Marquinho também pode se conversar, negociar salário, estender contrato. Ninguém é insubstituível mesmo, mas tem que se medir a dificuldade em se encontrar substituto à altura.
Abraço e Boas Festas.
Concordo com vc Ney, e tbm concordo com o Daniel. Deve haver um consenso entre as partes, se o jogador forçar a barra para sair como fez o Soares ao final de 2006, a diretoria queria mantê-lo mais um tempo e ele fez de tudo para ir embora, acho que não deve segurar o jogador não pois aí fica fazendo corpinho mole e tal, é pior ainda. Mas se houver interesse de ambas as partes, como no caso do Wilson, deve-se conversar e aí sim acertar a permanência.
Um abraço e boas festas à todos!
Acho que o Diogo merece ir para o Gremio, agora na negociação do marquinho com o time carioca, o Figueira tem que pegar uma boa grana na transação, não aceitar o refugo que eles não vão usar.
Infelizmente é a nossa realidade! Caimos pra B, qualquer um que chega que despulte a A e tenha uma proposta razoavel leva…. É uma pena, vermos jogadores como Marquinhos saindo de nosso Alvinegro…. Abração!!!!