Um jogo inesquecível contra o Goiás

Em 2003, o Figueira começou mal a série A, assim como tinha feito na volta à primeira divisão no ano anterior. A primeira vitória no campeonato só veio na oitava rodada, um 3 a 0 sobre o São Caetano no Orlando Scarpelli. Por conta disso, Vagner Benazzi foi demitido na 13ª rodada depois de perder para o Criciúma, no Sul do estado.

Para o lugar dele veio Artur Neto. O time continuou oscilando. O técnico foi demitido e substituído por Luiz Carlos Ferreira. Este apesar de receber o apelido de “maluco beleza”, consertou a equipe, principalmente quando foi buscar o meia Fernandinho no time B.

Só que Ferreira, um dos reis do acesso que povoam o interior paulista, se mandou depois de receber um convite polpudo de algum time da série B. Para seu lugar, Dorival Junior, então gerente de futebol, foi efetivado.

Junior manteve a equipe e manteve o Furacão Alvinegro pelo meio da tabela. Nas rodadas finais, a meta era se classificar para a Copa Sul-Americana pela primeira vez na história do clube. Só que o time precisava vencer quase todos os seus jogos.

Depois de vender caro a derrota para o futuro campeão Cruzeiro – 1 a 0 no Mineirão, com um pênalti em Fernandinho não marcado no final do jogo, o time não podia mais desperdiçar pontos. Goleou o Paysandu por 6 a 0 em Floripa. Empatou com o Paraná fora (1 a 1). Venceu dois jogos seguidos em casa: 2 a 1 no Juventude e 3 a 2 no Internacional. A derrota para o Vasco por 1 a 0 em São Januário na rodada seguinte, no entanto, botou tudo a perder.

Na 45ª e penúltima rodada – o campeonato tinha 24 equipes –, o Figueira foi à Goiânia precisando da vitória para continuar na briga pela Sul-Americana. O Goiás vinha de uma recuperação fantástica sob o comando do técnico Cuca. De lanterna por boa parte do 1º turno, a equipe se recuperou em grande estilo.

Naquela tarde no Serra Dourada, porém, não viu a cor da bola. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Figueira liquidou o jogo sem apelação. Fernandinho fez 1 a 0 aos 11 minutos da segunda etapa. Danilo Santos ampliou aos 33 e ele mesmo fechou o caixão esmeraldino aos 46. Placar final: 3 a 0 para o Figueira.

Na última rodada, uma simples vitória levava o Figueira para a Copa Sul-Americana. A classificação veio depois de bater o Guarani por 2 a 0 no estádio Orlando Scarpelli.

Que os eflúvios daqueles 3 a 0 iluminem o Furacão Alvinegro neste sábado.

2 thoughts on “Um jogo inesquecível contra o Goiás

  1. Grande lembrança… Aquela arrancada final em 2003 foi sensacional. Apenas um reparo, quem sofreu o pênalti escandaloso em 2003 no Mineirão contra o Cruzeiro foi Danilo Santos.

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