Vitória com autoridade

O Figueirense precisou de 18 minutos para virar e liquidar o jogo contra a Chapecoense na noite desta quarta-feira, no estádio Índio Condá, em Chapecó.

Depois de um primeiro tempo mediano, no qual o time mais uma vez teve dificuldade em criar jogadas de ataque e mais uma vez saiu atrás no marcador, tomando gol em bola alçada para área, o técnico Alexandre Gallo fez duas substituições no intervalo, mudou o modo da equipe jogar e precisou de 18 minutos para chegar aos 3 a 1 no placar.

A capacidade de reação, depois da entrada de Tuta no lugar do volante Luiz Henrique, e de Marquinhos no lugar de César Prates, além dos golaços de Felipe Santana e Wellington Amorim e da tranqüilidade de Rodrigo Fabri para escolher o canto e bater o goleiro no terceiro gol, mostram que o time tem qualidade técnica para jogar mais do que tem jogado na maioria das partidas fora de casa.

Depois de fazer o terceiro gol, o time administrou o resultado, mas ainda perdeu uma chance clara de fazer o quarto gol com Cleiton Xavier.

Gallo, no entanto, ainda não encontrou o jeito certo de o time jogar fora de casa. O 3-6-1 com dois volantes, Rodrigo Fabri mais adiantado e Wellington Amorim como único atacante funcionou bem na goleada contra o Joinville no Scarpelli, mas não foi eficiente no jogo contra o Juventus, em Jaraguá do Sul, e no primeiro tempo do jogo desta quarta-feira.

No Scarpelli, são os outros times que se retraem, permitindo que o Figueira venha tocando a bola. O Furacão Alvinegro também adianta a marcação, pressionando o adversário mais à frente e partindo em velocidade quando retoma a bola. Fora de casa, é o Figueira que se retrai, dando campo para o adversário. Os defeitos do sistema defensivo ficam mais evidentes, principalmente porque os volantes até agora não mostraram nem grande poder de marcação, desarme e cobertura e tampouco têm muita qualidade na saída de bola. Cleiton Xavier, que poderia fazer essa transição, acaba jogando mais adiantado. Pelos lados, mesmo soltando os laterais, os zagueiros e Diogo para passarem em velocidade e cruzarem na área, não há ninguém por lá, porque Fabri e Amorim são jogadores de movimentação e não trombadores.

No segundo tempo de hoje, com o time mais adiantado e ligado, e Tuta, que fez uma estréia discreta, prendendo dois zagueiros, os gols saíram, a vitória veio e o Figueira continua no encalço do Criciúma.

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