Vitória, vitória, vitória

Chegamos finalmente ao dia decisivo. Neste domingo, O Figueira vai ao Sul da Ilha para buscar mais uma vitória na casa do adversário, também conhecida como playground ou salão de festas alvinegro.

Na Ressacada, o Figueira venceu 17 vezes desde a inauguração do estádio em 1983, com 14 derrotas e 19 empates. Sim, o Furacão Alvinegro leva ampla vantagem nos clássicos realizados no Orlando Scarpelli e também manda na casa alheia. O único lugar onde eles deram bem foi no antigo Pasto do Bode, mas foi o Figueira que venceu o último jogo realizado lá (leia mais aqui).

Para o jogo de hoje, o Figueira tem a ausência de Lucas como desfalque importante, mas pode contar com reforços de qualidade como Fernandes e Marcelo Nicácio, mesmo sem ritmo de jogo.

Mesmo com times tecnicamente inferiores nos últimos anos, o Figueira tem se superado e feito o Avaí sofrer com uma sequência de empates. Só que hoje, o empate é deles. Assim, a dose de superação tem que ser ainda maior.

Em termos individuais, o time do Sul da Ilha é mais equilibrado e inegavelmente mais bem qualificado. Só que, coletivamente o Figueira tem se saído melhor, mostrando mais conjunto e jogando mais que o seu rival.

E nesse esforço coletivo que o Alvinegro pode se sobressair. Sim, o time tem alguns bons valores individuais, que podem decidir o Clássico a seu favor, como William, Roberto Firmino, Nicácio e Fernandes.

O Figueira vai lá e para ganhar. Não tem nada melhor que ouvir o chororô avaiano depois de uma vitória alvinegra.

Notas alvinegras

  • Como não dá para criticar antecipadamente a escalação de Sálvio Espíndola para ser o árbitro do Clássico, tem avaiano apontando suas baterias para os auxiliares catarinenses Marco Antônio Martins e Luís Alberto Kallemberger, qualificando-os de alvinegros.
  • É um discurso cinicamente calculado e oportunista. Por um lado, continua fazendo pressão sobre a arbitragem. Por outro, já prepara a desculpa em caso de derrota.
  • Nos últimos 30 ou 40 anos, o Figueira não só descontou a grande vantagem que o Avaí tinha no número de vitórias nos confrontos entre as duas equipes, como ainda abriu 12 triunfos de frente.
  • Foi o suficiente para aparecer um avaiano para descobrir mais uns cinco clássicos e fazer uma recontagem que diminui a vantagem alvinegra de 12 para três vitórias, computando supostos triunfos por WO, em prorrogações, disputas de pênaltis e jogos de festivais, com menos de 90 minutos. É um bocado de cara-de-pau.
  • Pois eu quero avisar ao “estatístico” avaiano que ontem, na praça em frente onde eu moro, um garoto com a camisa do Avaí jogava contra outro com a camisa do Figueira. A peleja estava quatro a quatro quando o alvinegrinho foi chamado pela mãe para o almoço. Foi o suficiente para o avaiano aproveitar e empurrar a bola para o gol vazio. Pode contabilizar mais uma vitória para o Avaí então. Só esculhambando mesmo…
  • Tremei, pijamada, Fernandes vem aí…
This entry was posted in Catarinense 2010, Figueirense, Jogos by Ney Pacheco. Bookmark the permalink.

About Ney Pacheco

Jornalista, aprendeu a amar o Figueira ainda nos tempos das arquibancadas metálicas. Viu Toninho, Marcos Cavalo, Sérgio Lopes, Pinga e Casagrande jogarem, mas tem uma vaga lembrança. Nascido em 1968 em Itu (SP), veio para Florianópolis aos três anos de idade, em 1971. Viu o time cair para a segunda divisão estadual, foi ao Scarpelli ver jogo contra o Flamengo de Capoeiras, esperou 20 anos para comemorar um título estadual e saboreou cada bom momento dos últimos 10 anos.

3 thoughts on “Vitória, vitória, vitória

  1. o Salvio Espinola deveria ter trazido assistentes de Sao paulo junto com ele,porque os daqui podem estar contaminados pela pressao do havae e da imprensa azul.

    tomara que tenha mais chororô na proxima semana,isso é um bom sinal.

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