Finalmente um erro da arbitragem prejudicou o São Paulo. E aí, amigos, a grita é grande. O Estadão trouxe o título Gol irregular derruba o São Paulo (para assinantes). A Folha sapecou um Para Muricy, juiz do jogo é um “babaca” (também para assinantes).
A bronca por causa do gol irregular do Grêmio foi grande. Bem diferente dos pênaltis não marcados a favor do Figueira no jogo contra o tricolor paulista. O Estadão, por exemplo, comentou, lá pela linha 25 da matéria sobre a partida, que o Furacão Alvinegro teve um pênalti “sonegado”. Um eufemismo esquecido quando tratou de noticiar a falha contra o São Paulo.
Amor que custa caro
A cada declaração de amor ao clube feita por Marquinhos, o sujo, o Avaí tem que desembolsar mais uns caraminguás para recompensá-lo.
Foi assim há algumas semanas, quando o bochicho sobre sua saída já corria por aí. O presidente João Nilson Zunino deve ter raspado os cofres antes de juntar-se a Marquinhos e Válber no centro do gramado para anunciar a permanência dos dois. Na ocasião, Marquinhos reafirmou seu amor ao clube.
Na sexta-feira passada, o jogador mais desleal em atividade no futebol catarinense, voltou a falar em amor, mas, sacumé, money talks, e estava arrumando suas malas para o Santos. Zunino penhorou o cofre e anunciou outra vez que Marquinhos fica. Emocionado por mais alguns milhares de reais pingarem em sua conta bancária, o jogador voltou a declarar todo $eu amor ao clube.
Ele ama tanto o Avaí que só joga pelo clube quando não tem para onde ir. Previdente, no entanto, sempre inclui uma cláusula no contrato que o libera se aparecer proposta de time maior.
Agora é só esperar que o Válber berre por mais dinheiro porque corre bem mais que Marquinhos. Que o Batista reclame porque ele é que segura o piano. E que o Evando chie porque fez um gol de bicicleta no épico jogo contra o Curintcha.
De grão em grão, o Avaí pode até subir, mas vai gastar tanto que vai chegar no fim do ano devendo as meias, porque as cuecas já botou no prego faz tempo.
Quando sai o DVD?
Falando em epopéia, quando sairá o DVD da Batalha da Ressacada, mostrando os detalhes do magnífico e fabuloso empate com o Timão?
Tá na hora do Lori?
O gás de Edson Gaúcho está acabando. Quando o Lori Sandri chega para continuar a obra de rebaixamento para a série C do time ioiô, também conhecido como Criciúma?
Ufa, enfim uma vitória em casa
No confronto entre duas das piores defesas do campeonato, a pior delas se saiu… pior.
Depois de três jogos sem vitória no estádio Orlando Scarpelli, o Figueira voltou a vencer em casa, ao derrotar a Portuguesa por 2 a 1 no sábado.
Não foi uma grande exibição, mas o time fez suficiente para derrotar a Lusa e chegar aos 28 pontos ganhos, assumindo a nona posição do campeonato.
O time voltou a mostrar velhos problemas, como o excesso de erros de passe e a falta de força ofensiva pelos lados do campo. Desta vez a deficiência ficou mais clara pela esquerda, onde PC Gusmão continua insistindo com William Matheus.
Com um meio-campo pouco criativo, essa deficiência fica mais exposta, já que o time não tem apoio pelas laterais para pressionar o adversário. É cada vez mais evidente, no entanto, que os laterais ficam presos por opção de PC Gusmão. Mesmo com Léo Matos pela direita, muito mais ofensivo que Anderson Luís, quem se projetava pelo setor era Diogo.
Principalmente no primeiro tempo, Léo Matos funcionava praticamente funcionava como um terceiro zagueiro quando o time atacava pela direita. Como num 3-5-2, PC Gusmão mandou William Matheus avançar para bater na marcação com Patrício. Quando isso acontecia, Léo Matos fechava pelo meio como um zagueiro pela direita.
Quando o avanço da Lusa se dava pela esquerda, no entanto, era Diogo que dava o primeiro combate, como costuma ocorrer quando o time joga num 4-4-2 e Leo Matos e William se posicionavam na linha de quatro defensiva.
William Matheus, no entanto, fez uma partida muito ruim, errando inclusive o passe que originou o gol de empate da Lusa. A situação complicava ainda mais porque Ricardinho e Rafael Coelho não se entendiam no ataque. Rafael jogava mais fixo enquanto Ricardinho rodava e recuava para receber a bola. O desentrosamento, porém, fica exposto em muitos momentos. Quando Rafael recuava, Ricardinho lançava em profundidade. Quando Rafael se projetava, Ricardinho esperava a aproximação e tocava curto.
O time criou algumas chances, mas não conseguiu abrir o placar no primeiro tempo.
Time vence ansiedade no fim
No segundo tempo, o Furacão Alvinegro melhorou e abriu o placar numa belíssima jogada de Ricardinho, uma das poucas que ele acertou no jogo. Até abrir o placar, o time sentiu demais a ansiedade que vinha da arquibancada. Era compreensível. Depois de três jogos sem vencer em casa, a torcida queria a vitória e se enervava ao ver o time ter dificuldades para criar chances de gol.
Cabia à equipe controlar a situação. O gol no início do segundo tempo deu mais tranqüilidade. As entradas de Tadeu e Wellington Amorim deram mais gás ao ataque. O Figueira, no entanto, tem um problema comum à maioria dos times brasileiros no momento: a ausência de um jogador de meio-campo que quebre o ritmo de jogo do adversário e faça o time manter a posse de bola.
Assim, o time fica exposto à pressão do adversário e depende do contra-ataque para ampliar o placar e resolver a partida. Enquanto isso não acontece, o sufoco é grande.
A Lusa nem aplicava um sufoco tão grande assim, mas rondava a área e volta e meia criava suas chances, principalmente com Jonas. Num erro de passe de William Matheus, avante da Portuguesa recebeu a bola pela direita de ataque e cruzou na medida para Washington empatar o jogo.
O ponto positivo é que o Figueira conseguiu manter os nervos no lugar depois de sofrer o gol aos 36 minutos do segundo tempo. Wellington Amorim, que quase marca logo depois do empate, num lance em que o zagueiro da Lusa tirou a bola em cima da linha, não desperdiçou a segunda chance na sobra do escanteio e decretou o 2 a 1.
Vitória suada, mas importante. Agora é se preocupar com a pedreira que será o Coritiba no Couto Pereira.
Reforçar o ataque pelos lados
Sem Marquinho, contundido, e Rodrigo Fabri, suspenso, PC Gusmão testa alternativas para escalar a equipe para o jogo de sábado contra a Portuguesa, no estádio Orlando Scarpelli.
Este blog insiste na mesma tecla: é preciso reforçar o jogo ofensivo da equipe pelos lados do campo. Assim, a escalação de Leo Matos pela direita e de Leandro Soares ou Diego pela esquerda é fundamental.
No meio não há muito a inventar. Sem os dois citados acima. Sem Talheti, na seleção brasileiro sub-19 e ainda sem Fernandes, a alternativa é promover a volta de Magal e adiantar Cleiton Xavier. Outra vaga é de Jackson. Sobra uma para Diego e Leandro Carvalho.
A Lusa tem a pior defesa do campeonato junto com o Vasco. O Figueira tem que partir para cima e buscar a vitória, que não acontece no Scarpelli há três jogos.
Figueira pode contratar mais um atacante
De acordo com o ClicRBS, o Figueirense está interessado em Fernando, jogador do Mixto (MT), artilheiro da série C.
O site do clube do Mato Grosso traz a ficha do jogador:
Nome: Fernando Ribeiro Fernandes
Apelido: Fernando
Posição: meia atacante
Idade: 22 anos
Nascimento: 16/07/1986
Naturalidade: Goiânia (GO)
Altura: 1m83
Peso: 70 kg
Clube de origem: Palmeiras (base)
Clubes por onde atuou: Mixto
O site do clube informa que o jogador quase abandonou o futebol, mas voltou ao ser contratado pelo Mixto no final de 2007. Neste ano se destacou no campeonato estadual, quando, jogando improvisado de meia atacante, fez nove gols e ajudou o clube a conquistar o título. Na série C de 2008, marcou 10 dos 13 gols do clube mato-grossense na competição e um dos artilheiros do campeonato.
Particularmente, não tenho preconceito quanto à origem do jogador. Currículo, no futebol, pode mostrar que o jogador teve um bom passado, mas não reflete o momento do atleta. Vindo do Mixto ou do Real Madrid o que interessa é que o jogador mostre qualidade e seja útil ao time.
Há apostas mais ou menos arriscadas, mas um jogador como Fernando é jovem e de baixo custo. Só vendo jogar para saber se servirá.
Sobre Roger e Jairo
O amigo Jota Roberto, palmeirense ilustre, traz algumas informações sobre uma das novas contratações do Figueirense:
Roger pintou muito bem. Estreou contra o Galo e teve ótima atuação, depois caiu um pouco de rendimento, até começar a ser emprestado. O Figueira deve ser o quarto time que ele vai jogar nos últimos dois anos. Como ninguém desaprende, penso que, com uma seqüência de jogos e acompanhamento extra-campo, poderá dar frutos. Cabeça erguida, médio ao estilo clássico, marca e sai jogando.
Já sobre Jairo, Jota conta que só sabe que veio para o time B do Palmeiras para ganhar informações. De acordo com sites pernambucanos, o jogador é cria das divisões de base do Santa Cruz e mostrou bom potencial ao ser lançado no time principal durante a série A de 2006. A crise financeira vivida pelo time coral, no entanto, fez com que parte de seus direitos federativos fossem negociados com um grupo de empresários e cedido ao Palmeiras.
São jogadores jovens e principalmente Roger, se recuperar seu bom futebol, poderá resolver um problema sério do meio-campo do Figueira que é a saída de bola com qualidade.
A diferença II
O vídeo mostra a reportagem da RBS sobre a épica vitória do Figueira sobre o Corinthians pela Copa do Brasil de 2005. O Furacão Alvinegro precisava, no mínimo, vencer de 2 a 0 para levar a decisão para os pênaltis. Conseguiu e eliminou o time paulista da competição.
Aquele time do Corinthians tinha Tevez, Nilmar, Marcelo Matos, Roger, Carlos Alberto. Meses depois venceria o campeonato brasileiro.
Este blog reconhece que é difícil para os avaianos entenderam fatos e emoções que nunca viveram. Mas derrotar o Timão em jogo realmente decisivo é bem diferente de sair comemorando empate em casa depois de um jogo que valia meros três pontos.
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