Concorrência muito desleal

Acompanhando o noticiário sobre o Atlético em sites de Minas Gerais (clique aqui) uma notícia me chamou a intenção. O presidente do clube, Ziza Valadares, descartou contratações “de impacto” por conta do déficit de mais de R$ 2 milhões que o Galo registra mensalmente. É público também que o clube mineiro tem um enorme passivo e deve para quase todo mundo.

Outro dia, o candidato à presidência do Vasco, Roberto Dinamite, informou que, pelas contas da oposição, o clube deve R$ 250 milhões, além de um passivo trabalhista de R$ 40 milhões.

Isso me fez lembrar que, no ano passado, o Flamengo registrava um patrimônio líquido negativo, ou seja, se vendesse tudo que possuía, de atletas a patrimônio físico, ainda ficaria devendo.

No processo de ativar a memória por associação, me lembrei do baixinho meia Igor, dono de um chute forte, que disputou a série A de 2002 pelo Figueira.

Pois bem, Igor veio por empréstimo do Rio Branco de Americana (SP) e fez um bom campeonato brasileiro pelo Furacão Alvinegro. No fim do ano, o Figueirense tentou mantê-lo, mas o clube paulista pediu mais de R$ 1 milhão para liberá-lo. Obviamente, não deu negócio.

Semanas depois, o Rio Branco o emprestou para o Flamengo. Provavelmente calculando que, jogando no time carioca, Igor se valorizaria muito mais e o Rio Branco ganharia uma bolada o negociando com o exterior. Só que o rubro-negro “esqueceu” de pagar os salários do jogador, que entrou na Justiça, obteve sua liberação e deixou a equipe de Americana a ver navios.

Tudo isso deixa claro como a concorrência é absolutamente desleal no futebol brasileiro. O Figueira não concorre apenas com clubes que arrecadam muito mais e por isso podem pagar muito mais a seus jogadores. O Figueira concorre com times que podem pagar muito mais simplesmente porque não pagam.

Em outros países, a falência de times como o Flamengo já teria sido decretada. Eles poderiam continuar existindo se alguém se interessasse em assumir as dívidas e quitá-las. No Brasil, no entanto, esses clubes não têm donos legalmente, embora tenham donos na prática (vide o Vasco do Eurico) e seguem aplicando calotes indiscriminadamente, com uma Timemania aqui e ali para salvar-lhes a pele.

A legislação deveria obrigá-los a virar empresas. Mais do que isso, deveria obrigá-los a apresentar sua previsão orçamentária e comprovar que terão fundos para honrar os compromissos que assumiram. Ao final do ano, em caso de déficit, deveriam apresentar um plano detalhado e garantias de que o passivo seria coberto, se não, estariam sujeitos a punições legais como perda de pontos, rebaixamento e até falência.

Na prática, medidas moralizadoras como essas interessam a bem poucos. E assim, as notícias de atrasos de salários, calotes em fornecedores, sonegação de impostos e penhora de rendas pipocam do Oiapoque ao Chuí diariamente.

O que os cruzeirenses dizem de PC Gusmão

Pedi ao amigo cruzeirense Jorge Santana, autor do blog Páginas Heróicas Digitais, para fazer um comentário sobre as passagens de Paulo César Gusmão pelo time de Belo Horizonte. Por e-mail, Jorge disse que:

PC Gusmão conquistou os mineiros de2004 e 2006 sem craques. Joga com a torcida a quem atende ao primeiro grito pedindo de entrada de um jogador. De certa forma, tenta replicar o estilo Luxemburgo com palavras afirmativas e jogo efensivo. Mas não tem o talento do mestre, de quem foi auxiliar téncico na Tríplice Coroa, em 2003. Está sempre interagindo com a torcida, quer em entrevistas, quer na beira do gramado. E costuma ser atendido por ela quando pede apoio à equipe. Não é retranqueiro. Em 93 partidas, venceu 52, empatou 16 e perdeu 29. Tem defensores e críticos ferozes na mídia e na torcida. Em sua última saída, andou brigando na secretaria na hora do acerto de contas. Apesar de tudo, foi campeão e isto é o que mais interessa.”.

Santana fez mais ainda. Pediu para os visitantes do seu blog mandarem seus comentários sobre PC Gusmão. De fato, as opiniões se dividem. Muitos elogiam e muitos criticam o novo técnico do Figueira. De consenso, o fato que ele é motivador, bota o time para frente, não bate de frente com a torcida nem com a imprensa.

Para você conferir a íntegra de todos os comentários, clique aqui

Selecionei e resumi alguns dos comentários. Confira o que disseram os torcedores do Cruzeiro:

Acredito que o PC Gusmão esta entre os melhores. Conhece do riscado. Tem bela historia como auxiliar técnico. E como treinador, apesar de novato, já conquistou títulos. Acho que será bom para o Figueira (Ronaldo).

Posso garantir que correr o seu time vai, pois o PC é um motivador nato e tem boa vontade em fazer o time atacar. Dificilmente é vaiado, já que a torcida pede um jogador do banco e ele logo logo faz a substituição (Paulo Geovane Lunardi).

Gosto do PC Gusmão, apesar de que às vezes ele sonha que é o Luxa, e comete muitos erros. Ele é um bom treinador, joga pra frente e não dá muita importância aonde está jogando, isso é bom (José Neto).

Trata-se do famoso treinador “leite de caixinha”, ou seja, tem prazo de validade. No início, com seus discursos inflamados consegue motivar os jogadores. Na 10ª rodada começa a perder e a arrumar 1001 desculpas para justificá-las. Em minha opinião reúne grande parte dos defeitos do Luxemburgo poucas de suas qualidades (Ricardo Antunes).

Tem alguns dos defeitos do Luxemburgo e nenhuma das qualidades (Reinaldo Cabrito).

Aprendeu com o Luxa a motivação brega, mas, como não tem a moral do Mentor, não consegue formar bons plantéis e nem consegue angariar o comprometimento pessoal de grandes jogadores.Também aprendeu com o mestre a agradar a imprensa e a torcida para permanecer no cargo. Isso serve para tiros curtos e ambientes instáveis = futebol brasileiro!Nem de perto se assemelha ao estilo carrancudo, porém estudioso, trabalhador e de poucos privilégios do Adilson Batista. Pra finalizar: prefiro mil vezes o Adilson Batista! (Walfrido)

Acompanhei o PC aqui em Goiás neste início de ano. Com um plantel mesclado pelos “coroas” Sérgio (ex-Palmeiras), Caíco, Basílio e por um bando de meninos jogou prá frente e ganhou o campeonato até com certa facilidade. O PC, como o seu guru Luxa, já tem uma infra-estrutura de captar meninos e na próxima semana o Figueirense já deve ter pelo menos umas seis novidades na faixa de 18 a 20 anos (Velho Damas – torcedor do Atlético-MG).

Vocês vão precisar de muita sorte. Tomara que a torcida do Figueira entenda mais de futebol que a torcida do Cruzeiro, pois o Marqueteiro do PC Gusmão escala quem a torcida pede, ele nem despista pediu ele coloca na mesma hora, ao contrario do nosso atual treinador Adilson Batista que escala quem ele acha que tem que escalar, independente da torcida e da imprensa, afinal de contas ele ganha ( e muito bem ) é para isso mesmo (Rogério)

PONTO POSITIVOS:
- Veste a camisa do clube e briga por ele até o fim;
- Não é de ficar inventando desculpas e tapando o sol com a peneira;
- Trabalhou anos com o Luxa;
- Tem bom relacionamento com torcida, imprensa e funcionários do clube.
PONTOS NEGATIVOS:
- Larga mão de seus ideais e de tudo que foi treinado durante a semana e substitui de acordo com os gritos da torcida;
- Parece não estudar muito futebol e os adversários.
- Aqui no Cruzeiro perdia controle do grupo, pois vivia na gandaia e não tinha moral para cobrar depois.
- Sua comissão técnica não é das melhores (Charles).

O PC pode ser enquadrado no grupo dos motivadores. Amigo dos jogadores, imprensa e diretores. Pena que toda essa empatia não suporta 15 rodadas. Seu trabalho perde fôlego muito rápido.Outra coisa. A diretoria do Figueira pode preparar o estoque de pastilhas de gengibre. O que o sujeito grita na beira do campo é de matar de inveja o Jose Carreras! (Arísio)

O PC assumiu de vez sua independência em relação ao Luxemburgo em 2004 quando a diretoria cruzeirense demonstrava os primeiros sintomas da triplicecoroafobia demitindo o campeoníssimo treinador. Com a saída do treinador, Rivaldo resolveu cair fora já que era vítima da insatisfação de muitos jogadores do grupo. Assumiu o clube em plena disputa de uma Taça Libertadores, e em péssima colocação no Campeonato Mineiro, e estreou no clássico em que o Cruzeiro foi derrotado por 5×3 pelo Atlético. A partir dali o grupo se fechou com o treinador e chegaram ao título do Campeonato Mineiro vencendo o rival com certa facilidade na final. Mas logo em seguida o Cruzeiro foi eliminado da Taça Libertadores em pleno Mineirão pelo Deportivo Cali e esse resultado foi debitado na conta do treinador. Foi uma decisão injusta e provocada pelos sintomas da tríplicecoroafobia já que o Cruzeiro tinha muita exposição na mídia com o Vanderley Luxemburgo. E pensando nisso o Cruzeiro trocou o PC pelo Emerson Leão (Daniel Reiner).

PC Gusmão é um treinador que conhece do riscado, é um motivador nato, um cara humilde, simples e de bom trato. Também sabe casar as peças e montar um elenco de acordo com as disponibilidades financeiras. Conhece bem os outros grandes times do Brasil e em sua curta carreira iniciada em 2004, foi 2 vezes campeão mineiro, 1 vez campeão goiano com o Itumbiara (todos sabem o quanto é difícil quebrar o monopólio Goiás – Vila Nova) e fez boas campanhas na Cabofriense, no Botafogo, no Vasco e também no Náutico (foi ele quem levou o Júlio César, Acosta, Geraldo prá lá, se não me engano). Também costuma inovar e mudar a posição de alguns jogadores o que além de melhorar-lhes a produção ainda lhes aumenta a chance de serem titulares (João Chiabi Duarte).

Boa pessoa. Afável, conciliador, um “bom camarada”… Agora, como treineiro, penso que foi um dos três piores que já freqüentaram o Barro Preto, a Toca I e a Toca II. Páreo duro para Osvaldo de Oliveira e Ivo Wortmann (Franklin Bronzo).

O PC é um ótimo animador de jogos e utiliza o esquema tático vai-e-vem, que dispensa treinamentos. Tudo se resolve durante o jogo: vai….vai….vaiiiiiiiii…voltaaaaaaaa….volta…..vai…vai de novooooo. Pra quem tá em casa assistindo TV é só
teclar muting (Hércules)

Trocar técnico não basta

A diretoria do Figueirense anunciou nesta terça a saída de Guilherme Macuglia. Logo em seguida, comunicou que o novo técnico é Paulo César Gusmão, com passagens por Cruzeiro, Fluminense, Botafogo, Náutico e outros times.

É mais uma tentativa de botar as coisas nos eixos, mas não será a mera troca de treinador que vai fazer o Figueira se tornar um time mais competitivo. PC Gusmão pode, ao menos tem mais experiência que Guilherme, trazer mais motivação e acertar melhor a equipe, mas a carências técnicas são evidentes e sem resolvê-los, o Furacão Alvinegro continuará penando.

Não gosto de fazer pré-julgamentos. Também não conheço suficientemente o trabalho dele para fazer um juízo antecipado. Me parece marqueteiro demais, um profissional que vendeu uma imagem acima do que efetivamente podia fazer. Subiu rápido demais e não conseguiu se sustentar lá em cima. Ganhou o campeonato goiano com o Itumbiara, o que não é fácil de fazer, e agora tem a chance de voltar aos holofotes. Que aproveite bem a chance.

Você leu aqui antes

Já que este blog não tem verba para publicidade, é obrigado a fazer um pouquinho de autopromoção. No dia 9 de junho perguntamos se Guilherme era o cara certo para o serviço, depois de três jogos sob seu comando. O questionamento era se ele teria condições, experiência e capacidade para enfrentar todos os problemas que estavam à sua frente. Clique aqui para ler o post completo.

Já no dia 15, no post “Troca-troca e vai-não-vai”, criticamos os avanços e recuos da diretoria do Figueira. Clique aqui para ter acesso ao texto integral.

A contratação de PC Gusmão se encaixa nessas idas e vindas. Ele já estava disponível na época da saída de Alexandre Gallo, mas a escolha recaiu sobre Guilherme Macuglia. Pouco mais de um mês depois, sai Macuglia, vem PC.

Nos dois casos, a diretoria pelo menos mostrou agilidade em anunciar o novo técnico. Está faltando a mesma agilidade na hora de contratar jogador. Está faltando também melhor o índice de acertos nas contratações. É muito tiro n’água em 2008.

Temos time, falta jogador

Na derrota por 3 a 0 para o Cruzeiro, neste sábado, no Mineirão, o Figueirense se comportou como um time de futebol. Não foi apático e desorganizado como nas goleadas sofridas para Vitória e Flamengo. Não aparentou tanto cansaço como em jogos anteriores. Perdeu de forma inquestionável, mas mostrou cara de time, o que não ocorreu nas derrotas anteriores.

De fato, o Furacão Alvinegro se comportou como time de futebol. Esteve organizado, bem posicionado e com uma proposta de jogo que funcionou nos primeiros 30 minutos de jogo. Conseguiu travar o ataque do Cruzeiro até ocorrer o lance do pênalti que originou o primeiro gol do time mineiro. Até aquele momento, o Figueira havia criado duas boas chances de gol, a primeira num cabeceio a Wellington Amorim e o segundo num chute de Tadeu. O Cruzeiro, por sua vez, só teve uma chance clara num cabeceio de Weldon.

Por que a derrota por 3 a 0 então? Porque começamos a ter um time, mas falta jogador. A qualidade técnica fez toda a diferença no jogo de sábado.

Já havia comentado neste blog que uma zaga com Anderson Luís, Vinicius e Asprilla era um convite permanente à lambança. Guilherme Macuglia resolveu parte do problema trocando Vinicius por Bruno Aguiar. Apesar de ter perdido a disputa de cabeça no segundo gol do Cruzeiro, Bruno fez uma boa partida. Asprilla também. Anderson Luís, no entanto, não tem condições de ser titular de um time de série A. Perdeu todas as disputas pela lateral direita e cometeu um pênalti bobo.

Para piorar, Magal errou muito, Diogo está em péssima fase e Cleiton Xavier fez outra má partida. Aliás, mesmo sendo bom jogador e uma figura importante para o time, talvez ser o responsável, o termômetro, da equipe seja demais para Cleiton. Seria preciso um jogador melhor e mais tarimbado para assumir esse papel.

Pode parecer paradoxal, mas é correto afirmar que está ruim, mas melhorou. Precisa melhorar muito mais ainda, principalmente para poder jogar de igual para igual contra os principais times do campeonato, mas ao menos o time mostrou evolução nas partes física e tática. Na parte técnica, o buraco é mais embaixo. Será preciso recuperar alguns dos jogadores contundidos e qualificar o elenco com mais contratações.

Sacrifício queima

Na semana que antecedeu o jogo contra o Sport, Diogo foi sacado do time titular. Makelele assumiu a vaga. Depois veio a informação que havia sido o próprio Diogo que pediu seu afastamento, para recuperar a condição física. Só que Makelele se machucou e Diogo teve que ir para o sacrifício.

O problema é que a torcida não perdoa e Diogo corre o sério risco de se queimar. É um jogador limitado tecnicamente que precisa estar na ponta dos cascos fisicamente para ser útil ao time. Jogando a meia bomba, não rende e se prejudica e ao time. É mais um problema a ser solucionado.

Anderson e Léo

Ao afirmar que o time precisa de um primeiro volante de ofício, carência que não havia sido apontada publicamente pela diretoria até agora, Guilherme Macuglia mostra que está vendo o mesmo jogo que a torcida. Agora a direção do clube procura reforços para suprir a lacuna.

A saída do “volúvel” César Prates, no entanto, trouxe mais um problema para o Furacão Alvinegro. Como comentei acima, Anderson Luís não tem condições de ser titular num time de série A – tenho minhas dúvidas se serve até mesmo para fazer parte de um elenco de primeira divisão.

Costumo dar tempo para avaliar jogador. Esse negócio de emitir opinião depois de dois ou três jogos não é comigo. E os jogadores vindos da base devem ser avaliados com ainda mais parcimônia e paciência.

O caso de Anderson, no entanto, é diferente. Estou o vendo jogar há mais de um ano. É mais que suficiente para emitir um parecer. Não é jogador para o Figueira. Só vontade e correria não fazem de ninguém um bom jogador de futebol.

E aí vem o primeiro problema. Se Léo Matos não consegue ganhar a posição de Anderson Luís, também não serve. Mais vale, dispensá-lo e procurar alguém que efetivamente possa ser titular e tenha a qualidade que o Figueira precisa.

Um gremista fala sobre Ricardinho

Pedi ao amigo gremista Paulo Roberto Sanchotene que fizesse um comentário sobre a passagem de Ricardinho, nova contratação do Figueira, pelo tricolor gaúcho. Confira:

Quando o Ney me procurou para saber informações sobre Ricardinho, minha primeira reação foi a de dizer “não lembro”. Isso, de fato, não é muito bom para se dizer de um jogador que ficou um ano e meio no Grêmio entre 2005 e 2006; recentemente, portanto.

Depois de uma rápida pesquisa, as lembranças começaram a surgir. De fato, Ricardinho foi o artilheiro do Grêmio na Série B em 2005, mas nunca foi titular. No ano seguinte, com as chegadas de Herrera e Rômulo, foi perdendo cada vez mais espaço, até pedir para ter seu contrato rescindido antes do termo. Voltou para o Palmeiras de onde veio por empréstimo.

Era guri, tinha apenas 22 anos à época; mas já era rodado. Ele tem talento, mas parece que falta aquele algo que difere um “boleiro” de um jogador de futebol. Em suma, foi um jogador com passagem discreta por aqui e que não deixou muitas saudades. Além disso, parece que não se firma em lugar algum. Ele deve estar mais maduro agora, mas sua contratação deve ser encarada como aposta; não, como solução.

Adilson na frigideira

Para nós, que acompanhamos à distância, parece loucura, mas Adilson Batista está balançando no Cruzeiro. Quem quiser mais detalhes, basta visitar o blog do cruzeirense Jorge Santana, indicado ali nos links preferidos (ou clicando aqui) e conferir como anda a fritura do técnico preferido dos torcedores alvinegros.

Por lá, parte da imprensa brada contra as invenções e “defensivismo” de Adilson. Boa parte da torcida amplifica o coro. Qualquer semelhança com que acontece por aqui vez por outra não é mera coincidência.

O jogo de sábado, portanto, tem esse componente adicional. Um mau resultado do Cruzeiro pode tostar a batata de Adilson. O time não contará com dois de seus principais jogadores: Charles e Ramires. O zagueiro equatoriano Espinoza também é dúvida, já que depois de jogar pela seleção de seu país, só chega a Belo Horizonte nesta sexta-feira e sua condição física será avaliada antes de sua escalação ser definida.

As ausências de Charles e Ramires serão muito sentidas. São eles que dão poder de marcação e velocidade na transição para o ataque do time do Cruzeiro. O Figueirense pode se dar bem se conseguir explorar o clima contra Adilson e ausência destes dois jogadores.

O problema é justamente saber o que o Furacão Alvinegro é capaz de fazer depois de sofrer 14 gols nos três jogos que realizou fora de casa. O time apresentou melhoras contra o Sport, mas será muito mais pressionado no Mineirão e aí se verá se o sistema defensivo agüenta o tranco. Uma coisa é certa: o time não entrar com aquela apatia fora do comum que mostrou contra Vitória e Flamengo. Aí será mais uma traulitada.

O mesmo velho método

Enquanto Guilherme Macuglia faz o elenco ralar com treino em dois períodos quase todo dia, o ex-técnico Alexandre Gallo levou os jogadores do Atlético Mineiro para uma “intertemporada” em Águas de Lindóia (MG). Só que, para variar, já andou cancelando períodos de treino (clique aqui), coisa que costumava fazer com freqüência quando estava por aqui.

De Minas, também chega a notícia que Elton e César Prates só terão condição física de estrear em duas semanas. O problema é que Gallo levou seu preparador físico junto. Ou seja, a chance dos dois estourarem novamente em breve não é pequena.