O Bahia lidera a média de público deste começo de campeonato brasileiro, com 27.502 pagantes por jogo. Em três das cinco partidas disputadas em Pituaçu todos os 32.157 ingressos postos à venda foram comercializados. A empolgação da torcida tricolor, no entanto, ainda não ajudou o time a ganhar um jogo em casa.
Retrospecto vale para alguma coisa?
Na quarta-feira, o Figueira perdeu para um time que não havia vencido como visitante, no domingo enfrenta um adversário que ainda não ganhou em casa. O que esperar do Alvinegro? Continue reading
Figueirense é o time do quase
Ontem, o Figueira quase que não perde para o Palmeiras. Assim como quase ganhou do Grêmio e quase não perdeu do São Paulo. O técnico Jorginho, que fora de casa mete os pés pelas mãos quase sempre, dentro de casa quase faz tudo certo.
Contra o Ceará, por exemplo, estava quase tudo certo a não ser ter começado com Rhayner como camisa 10. Já contra o Grêmio, ele foi bem quase até o fim do alfabeto, mas deixou o Elias, ainda sem ritmo, bater o pênalti que daria a vitória aos 45’ do 2º tempo.
Ontem também Jorginho fez quase tudo certo. Começou com Pablo na lateral direita e foi obrigado a trocar depois pela contusão de estreante. Eu preferia ter começado com Elias, como comentei no post anterior, num 4-5-1, mas ele começou com Aloísio e Héber. Não vou criticá-lo por isso, mas foi nítida a melhora do time quando Elias entrou.
Só que aí vem o quase. Maicon não estava bem no jogo e fazia um segundo tempo ainda pior do que o primeiro. Como o Figueira tem um elenco na conta do chá, com reduzidas opções de boa qualidade, e Rhayner virou a panacéia para todos os males, lá foi Jorginho substituir Maicon por ele.
Jorginho podia ter incluído Helder no banco de reservas e ter trocado Maicon pelo lateral, com Juninho indo para o meio-campo. Ao menos não ficaria um vazio no setor. Como essa alteração ficou conhecida como “a substituição de Márcio Goiano” deve haver uma cláusula no contrato do atual técnico proibindo-o de aproveitá-la. Não é a solução para tudo, como Rhayner e Coutinho, mas serve para algumas situações. Ontem era uma delas.
Então Rhayner não entrou nem como atacante, recuando Fernandes e Elias para o meio, nem foi para a meia, posição em que Jorginho acha que Rhayner sabe jogar. O atacante/meia foi fazer uma função parecida com a de Wellington na partida contra o América: ajudar Coutinho na marcação do lado esquerdo do time adversário.
O Figueirense começou o segundo tempo criando algumas boas chances de abrir o placar, depois o jogo ficou mais equilibrado, mas o Alvinegro ainda tinha mais o controle da bola. Quando o clarão se abriu no meio porque na prática, pelo posicionamento de Rhayner, Jorginho substituiu Maicon por ninguém, o Palmeiras começou a chegar mais, Rhayner errou um passe, a falta precisou ser feita e o resultado foi aquele que todos viram.
O mantra da vez é “jogou como nunca, perdeu como sempre”. Tem sempre um “se”. Se não tivesse tomado um gol no começo do jogo, como foi contra o Ceará. Se tivesse convertido o pênalti contra o Grêmio. Se o Pittoni não fosse expulso contra o América. Se o Wilson não tivesse rebatido a bola para o meio da área ontem.
O problema é quando o “se” sempre trabalha contra você e nunca a favor. É sinal que tem coisa errada. O elenco e o técnico são limitados. O time desse ano é, na minha opinião é pior do que o do ano passado, paradoxalmente. E é pior porque William e Firmino saíram e não chegou nenhum jogador que se aproxime do nível deles.
É reconfortante saber, porém, que se continuar no quase, o Figueira escapa. É torcer então para que continue assim e quase caía, mas se mantenha na série A.
Os desfalques e as opções para o jogo contra o Palmeiras
Os relacionados para a partida de quarta-feira contra o Palmeiras estão concentrados desde ontem. A lista dos jogadores não foi divulgada, mas o certo é que Bruno, com estiramento muscular, e Pittoni, expulso no último jogo, estão fora da partida.
Com isso, já temos o primeiro problema. Quem Jorginho vai escolher para substituir Bruno? O recém chegado Pablo ou o onipresente e polivalente Coutinho, que bate (na bola) com as duas (pernas, uma de cada vez, de preferência) e brinca nas 11, como diriam os mais antigos? Continue reading
Aqui é Figueira, aqui é série A
Depois do jogo em Sete Lagoas, Jorginho justificou a entrada de Wellington dizendo que o jogo estava muito corrido para Elias. A questão é saber então por que o cobrador oficial de pênaltis, segundo o técnico, estava no banco de reservas.
O meia está no Figueira há mais de um mês. Teve tempo de fazer uma boa preparação física. Agora falta ritmo de jogo, que ele só vai adquirir… jogando. E isso tem que acontecer rápido. Não dá para ficar escolhendo jogo fácil. Aliás, existe jogo fácil na série A? E se existe, o de sábado não foi um deles? Continue reading
Ainda é cedo ou já está na hora?
Meu lado Pollyana morreu há alguns anos. Aliás, não morreu, foi assassinado. São as agruras da vida de um blogueiro. Portanto ficar nessa de ver se o copo está meio cheio ou meio vazio não é muito comigo.
Sendo realista – e posso estar certo ou errado mesmo assim –, o Figueirense começou bem o campeonato brasileiro de fato. Começou. Até a 7ª rodada, quando chegou aos 13 pontos em 21 disputados foi bem, porque apesar das pífias exibições fora de casa, garantia os 3 pontos no Scarpelli. Depois disso, a coisa começou a fazer água de vez. Continue reading
A melhor chance de vencer fora de casa
Um time limitado, desesperado, que acabou de contratar um técnico que já teve dias melhores, que tem uma torcida pequena e que não manda o jogo em sua cidade. Vai ser difícil encontrar cenário melhor do que este que o Figueirense terá pela frente neste sábado em Sete Lagoas para enfrentar o América-MG.
De todos os jogos fora do Scarpelli, o de hoje é o mais apropriado para o Alvinegro conquistar a primeira vitória como visitante. Além das circunstâncias que envolvem o adversário, há ainda a própria formação do Figueira que deve começar o jogo. Continue reading
Mais erros que acertos nas contratações
Reproduzo a seguir a coluna publicada no jornal alvinegro da última quarta-feira, edição nº 25, distribuída antes da partida contra o Grêmio. Ainda não havia feito isso, de repetir aqui o que escrevo para o jornal, mas creio que o tema abordado pode render um bom debate sobre o trabalho realizado pelo departamento de futebol do Figueirense em 2011. Como nem todo mundo teve acesso à versão impressa, aí vai o texto: Continue reading
Pelo caminho mais difícil
Seria fácil desancar Jorginho depois de mais um empate em casa, o segundo seguido. Munição não falta. Tanto por algumas atitudes do técnico quanto por muitas de suas declarações pouco felizes. Prefiro ir pelo caminho mais difícil.
Poderia aproveitar a irritação da torcida com o mau jogo contra o Ceará, a história da saída de Fernandes, a liberação de 2 mil ingressos adicionais para a torcida do Grêmio e “otras cositas más” para aumentar a temperatura. Só que não vou por aí. Vou me ater ao que eu vi do jogo.
Chance de exorcizar o fantasma
A famigerada goleada que o Figueira sofreu do Grêmio na série A de 2008 ficou tão marcada no torcedor alvinegro quanto o rebaixamento sofrido aquele ano. O primeiro fantasma, o da queda, já foi exorcizado. O segundo pode começar mandado para longe a partir de amanhã. Continue reading